quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Faíscas de imaginação ,
querem tornar-se gigantes.
Partículas que se agrupam,
dedos gemendo, timidamente, meio que sem querer causar alarde
buscando sorrateiramente chegar a qualquer lugar que haja um pouco de segurança
amedrontada pelas afrontas,
sempre julgada como falível sem poder,
com mãos ainda trêmulas
respira se recompõe e segue adiante,
usando de sua benevolência com palavras doces, que seduz pouco a pouco àquele que lê
enchem os olhos daqueles que nada esperava,
a não ser, palavras ligadas à outras,
que se confudiam e nada tinham a acrescentar,
palavras agora engolidas à seco,doloridas, como quem prende o choro
e no reger daquelas mãos, aquelas mesmas mãos ,que tanto tremia de pavor ,
que se dividia entre dúvida e medo,
parecem agora reger uma orquestra famosa,
tão seguras, enrigecidas,
algo dentro esfria trazendo calma.
O mesmo frio na barriga natural e latente daquele que ama que busca dar o melhor de si e colher os louros de seu esforço

Jacqueline Quental
17/12/2009
Não foi tão bom enquanto durou,acho até que muito tempo se prolongou.
Não foi também como pensei!
Tantos sofrimentos,pesares que hoje vou dar como acabado.
Covardia é continuar...
Se nessa vida eu vivo nessa dor,por que na morte seria pior?
Me apaixonei por ela agora...
Os lábios frios parecem me atrair assim como a minha primeira paixão.
Meu sistema acaba de mudar!
Ando de mãos dadas com o que todos temem,
se vai doer pouco tem a mim importado.
Só peço o pequeno favor,
não falem de mim no passado,
simplismente não falem.
Esqueçam-me!
luzes apagadas,fecham-se cortinas,
minha voz se calará na eternidade.
Não quero flores ao meu redor,deixem apenas eu, a única coisa morta que admirem,
se quiser embelezar que me enfeite com as mais belas poesias,o inanimado que vive dos mortos que as criaram.
Ah,tanto faz pra mim; neste último ato desse meu espetáculo não poderei me pronunciar
por isso então me despeço agora, adeus.
Jacqueline Quental
17/12/2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009



As palavras que agora dito , nunca ousei declarar.

Não forcei,

o ser dentro de mim expulsou,

e eu o queria, como queria

alguns podem pensar que o fiz de propósito,

não teria motivos de acabar aquilo que tanto desejei.

No pequeno berço,dormem agora minhas lágrimas!!

Somente as minhas,que repousam e mancham os lençóis que nunca foram usados.

Esse pesar que é todo meu,

De ninguém.
somente eu,
sozinha, olhando o vazio.

Choram meus olhos,choram meus seios...

gritando de tanta dor,

lembrando os momentos que não tive,

da alegria que seria em ter tua companhia,

de suas mãozinhas envolvidas nos meus dedos,

cruzados pra trazer sorte.

Procuro agora um motivo pra que eu possa continuar.

Agora se foi...

tão pequeno,tão frágil;

se foi,e não voltará.

Só poderei ver, se uma noite dessas eu conseguir novamente, sonhar.

E não culpo ninguém, nem mesmo ao pai.

vai ver minha sina é essa,

ser forte,

aguentar os olhares de culpa, daquele que de olhos fechados o rejeitou.

Agora sigo calada, relembrando, remoendo aquilo que tanto queria.


Jacqueline Quental

16/12/2009

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Vem consumindo, se apossando
desconsiderando as minhas vontades
necessidade de exorcizar esse mal estar
à golpeadas fortes
cada ato que faça pra tentar amenizar parece vão
desconforto gerado pelo meu presente passado, que não me importava
desejo do acaso dos passo do tempo se indo,e eu sorrindo vendo-o partir
caminhando em campo que só um guiará, num caminho sem chegada
eu agora engurujada; num sereno que arde a pele
falta o ar
falta o mar
falta ainda tanta coisa
faz-se luz no apagar da escuridão que muito tempo reinava
Vitalício!?Agora não mais
Anuncio para os queixosos;aguardo o grito
encolhida segura por mim mesma
me aguento,me suporto além do que podia crer
sinto o oco, a ausencia de anuência,sem mandos ou desmandos
no rosto destemperado à beira da loucura, o temor do que há por vir

Jacqueline Quental

15/12/2009


sábado, 12 de dezembro de 2009

Se fosse pra prender atenção,
não seria pelo uso de palavras,
e sim por apenas ser,
apenas isso que vês,
ingênua e puramente eu,
fora das falsas cobertas que ornamentam as santas.
Por vezes protegida pelo sarcasmo que se entranha na lingua,
criatura exotica que quer ser, tantas vidas fosse possível viver
nego a minha clausura
imagine, ser a rosa
imagine, ser querida
e no intimo é isso mesmo que desejo ser,
forçar a própria existência.
Derramar cada gota de juventude e viver, imperfeita condição
Jacqueline Quental
11/12/2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Acabado?

Ao redor os destroços daquilo que não poderia quebrar
junto levastes a promessa que um dia deixou-me acreditar
tolices que permanecem sem sentido
me descarto desse sentimento escravo que me acorrentava a ti
Hoje brindo o desprezo que outrora via e sentia no teu olhar
tudo acabado e recomposto
frações de sentimentos jogados no lixo e enterrados como indigentes
sem qualquer comoção ou pêsames, nas lágrimas secas que choro
e em meus lenços enxutos que insistem em chorar para que possa atuar
Jacqueline Quental
10/12/2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Ah se eu pudesse
ser menos ansioso
e pudesse guardar
meus sentimentos
se eu pudesse mandar no coração
e evitar o sofrimento
mas ao mesmo tempo
te mostrar todo o amor que tenho aqui dentro
ah se teus olhos me olhassem como eu queria
ah se ao meu nome tua boca chamasse
a voz de mais ninguem escutaria

Yves Rayãn
10/11/2009