segunda-feira, 14 de setembro de 2009

HOJE O REMÉDIO ACABOU



SANGUE E CORPO CONGELADOS DE TANTO FRIO


PARALISIA,CATATÔNICA


EM TRANSE TAL QUAL UM RITUAL XAMÃ


NA CABECEIRA O ÚLTIMO VIDRO DE REMÉDIO VAZIO


DIVERSAS REAÇÕES ADVERSAS


AQUILO QUE ME ACALMAVA JÁ NÃO FAZIA EFEITO


QUE DESESPERO


BATALHA LOUCA


EU COMIGO MESMO


E JUSTO HOJE O REMÉDIO ACABOU




JACQUELINE QUENTAL


15/09/2009


Até onde há verdade e ficção nas palavras que tens dito?

tenho me condensado à elas sem ter percebido

o que de sincero tem nas tuas palavras?

enganada por palavras doces,falsas promessas,beijos nas mãos abraços e tapinhas nas costas que facilitam a entrada da faca rasgando meu tecido carnal

basta apenas um gole desta bebida

e a verdade cair na terra

sem perceber perde-se nas rédeas de tuas invenções





Jacqueline Quental

14/09/2009

sábado, 12 de setembro de 2009

Paranóia



Tão cansada e tão deprimida


com feridas que difilcilmente cicatrizam


envenenada por este copo de vinho barato


sem defesa nem ataque


a dor da minha garganta que não consegue gritar


e essa dor de cabeça


por favor parem de pensar


o barulho de seus pensamentos não me deixam relaxar


vozes de pensamentos irritam


deve ser por isso que não tenho escutado


que paranoia é esta que me faz ter essas alucinações


um delírio


conflito daquilo que penso com aquilo que tenho feito




Jacqueline Quental


14/09/20009


Cinismo

Sorrisos saem hoje com um doce sarcasmo


como quem corta e queima a pele


cruel,eu com minha lingua ferina


ferindo com tão profunda sensibilidade


enquanto perguntas se quero ser maltratada


e eu com um largo sorriso nos lábios te respondo


que é tudo o que desejava naquele instante


a sentir o gosto de ser estraçalhada por cães com dentes afiados me faz bem


e tu com teu cinismo ainda maior que o meu


ou inocencia por acreditar


a casa caindo e eu brindando pela harmonia daquele momento




Jacqueline Quental


12/09/2009

sexta-feira, 11 de setembro de 2009





Satisfação de quem não se reprime


músculos que enrijecem


afetos que espantam as carências


carne roçando na carne


cobrir-me na inocência


descobrir-me na indecência


lubrifica meus lábios com teus beijos


de mim só sei dos meus desejos


e do dia que te encontrei e me perdi


ao toque das tuas mãos que me fazem arder e gemer


exploração de cada centímetro do teu corpo como a descoberta de uma terra tão pouco explorada


sentir na tua pele suada o odor da pura luxúria


pulsando tão forte na artéria


a sede por teus orgasmos


de teus sussurros em meus ouvidos


de tua boca em meus mamilos


ah,só de lembrar


sinto-me novamente encharcar




Jacqueline Quental


11/09/2009

E eu, quem sou?


SOU A METADE DE ALGUÉM QUE VAGA POR AÍ

A SOMA DAQUILO TUDO QUE VI E VIVI

TAMBÉM NÃO SOU SÓ ISSO

SOU AQUILO TAMBÉM

SOU TUDO PARA ALGUNS,SOU NADA PARA OUTROS

INÍCIO,MEIO E FIM DA MINHA HISTÓRIA

COMPLETA PARA O MUNDO,INCOMPLETA PARA O UNIVERSO

SOU O MISTÉRIO DESSA VIDA,DESCOBERTA PARA MORTE

MAS TAMBÉM NÃO É APENAS ISSO QUE SOU

SOU UM ANIMAL FAMINTO,SOU EU, SOU VOCÊ

SOU MATÉRIA E SOU ESPÍRITO

AQUELA QUE FERE

SOU AQUILO QUE GRITO

SOU FILHA DA REALIDADE

MÃE DE MINHA CRIAÇÃO

NÃO SOU O QUE CONFESSO E SIM O QUE DENUNCIO

QUEM SOU EU?

ISSO AINDA ESTOU DESCOBRINDO


JACQUELINE QUENTAL

10/09/2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

As cordas do violão vibram em sons no ar
Tocando também me faz arrepiar
Junto com a brisa que abriu mais uma noite
E que me faz imaginar besteiras que coloco em meus poemas
E lá vou eu sem saber como fazer e te dizer
Que o teu canto e teu tocar me distanciam aqui deste lugar
Jacqueline Quental
02/09/2009